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O Futuro dos Shoppings Centers

Escrito por Fernanda Delgado

“Vossa excelência”, “o consumidor”, cada vez mais associado às tecnologias digitais, tem imposto mudanças significativas nos hábitos de consumo.

Hoje, com um smartphone conectado à internet, é possível pesquisar, escolher, comprar e pagar, sem sair do lugar. É como ter o mundo nas mãos e decidir a sua melhor configuração.

É praticamente um poder que transcende a real dimensão!

Nesse novo cenário, os shoppings centers devem redefinir seus modelos tradicionais e se adaptar ao comportamento do consumidor, que indica que:

– 96% pesquisa online antes de decidir se vai ou não à loja;
– 95% pesquisa o produto antes da compra na loja física;
– 92% leva mais tempo na pesquisa online do que na loja física;
– 93% verifica se pode comprar online;
– 87% confere online se a loja à qual pretende ir tem o produto que deseja;
– 72% fez compra em loja online que nunca conheceu pessoalmente;
– 66% compraram online e retiraram presencialmente.

Pois bem, se a nova ordem é essa, o que fazer, então?

Inúmeros estudos e projeções ao redor do mundo são unânimes em, pelo menos, três pontos: a necessidade de uma transformação digital, a oferta cada vez maior de serviços e o incremento na área do entretenimento.

Transformação digital
A transformação digital é um meio de facilitar a vida das pessoas e de torná-la mais simples e acessível, apenas isso.

Por mais que as inovações tecnológicas se façam presente, as pessoas não deixarão de ter a necessidade de produtos e serviços.

O resultado será o crescimento da loja física, com soluções digitais, na qual o cliente poderá fazer a sua escolha, comprar e retirar, ou apenas fazer da loja o seu show room.

A transformação digital, além de facilitar as compras, também irá melhorar o relacionamento das empresas com consumidores.

Oferta de serviços
As praças de alimentação são atrativos importantes para a geração de público consumidor. As plataformas digitais de comida, que permitem a pesquisa e os pedidos, já são amplamente utilizadas.

Por que não ampliar a oferta de serviços úteis população?

Uma agência dos Correios seria extremamente útil. A lojinha de costura, com a possibilidade de ajustes de roupas, cairia muito bem. O salão de beleza unissex atenderia a todos os gostos.

Entretenimento
Esta talvez seja a área que ofereça o maior leque de possibilidades para gerar mais público para o shopping. Ainda mais se integrados às redes sociais.

O entretenimento com viés educativo seria politicamente correto: museus, teatros, salas de arte e concertos podem combinar tecnologia, aprendizado e entretenimento.

Por que não uma biblioteca que permitisse o empréstimo de livros? Os cinemas e parques temáticos que oferecessem experiências interativas seriam mais interessantes.

O entretenimento voltado à cultura do corpo, da saúde e do espírito de aventura pode contemplar academias, saltos, trampolins e até paredes para escalada.

A medição do desempenho, através de sensores tecnológicos, seria mais um incentivo a sua utilização. Aproveite estas e mais e ideias e reinvente-se diariamente!

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Fernanda Delgado

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