Economia Marketing

Coliving: tendência que varejistas de móveis, decor e eletro devem estar atentos!

Escrito por Fernanda Delgado

 

Coliving é a nova tendência urbana mundial e que desembarcou por aqui recentemente.

Trata-se de um movimento que estimula a integração, a sustentabilidade e a colaboração entre pessoas que coabitam um mesmo espaço.

E é bom ficar atento, pois além de instituir uma nova cultura, o coliving certamente irá impactar o mercado do varejo.

O conceito coliving não é novo, afinal, o ser humano sempre buscou o convívio das tribos e clãs. Porém, cada vez mais, ele tem sido aplicado à vida urbana das grandes metrópoles e surge frente ao aumento da densidade demográfica mundial.

A primeira experiência semelhante, o cohousing, surgiu em 1972, na Dinamarca, em uma comunidade de 35 famílias que, apesar de conservarem as suas casas, decidiram compartilhar novos espaços para a convivência e a prática de atividades comuns, como fazer as refeições e cuidar da limpeza dos ambientes. A finalidade era a de estreitar o relacionamento entre elas.

Mas foi só em 1988 que o arquiteto americano Charles Durrett adotou a filosofia do convívio compartilhado como fator essencial para uma sociedade sustentável. E até hoje a sua The Cohousing Company é a organização que leva esta filosofia para os seus empreendimentos.

Pode parecer estranho: pessoas que geralmente não se conhecem e possuem costumes diferentes coabitar um mesmo espaço, onde cada morador tem seu quarto e somente a cozinha, a sala, a lavanderia e a área de lazer são ambientes compartilhados. Então, atividades como: lavar a louça, limpar o chão e organizar os objetos é que entram na divisão de tarefas. O pagamento de contas e o controle de gastos também faz parte do Coliving.

Outro aspecto interessante é que a maioria destes projetos inclui materiais de baixo impacto ambiental, além de sistemas de reaproveitamento de água e captura de energia renovável, o que resulta em imóveis mais econômicos e acessíveis, contribuindo para mais uma tendência, a cultura da economia colaborativa.

Entendendo um pouco mais: quais são os fundamentos do movimento?

– comunidade em harmonia com a individualidade

– aproximação de pessoas e troca de experiências

– consumo pensado na colaboração

– economia de recursos naturais

– e a divisão de decisões e tarefas

 

O público alvo do Coliving

Prioritariamente, o Coliving atinge um público mais jovem, mais propenso a experimentar novos modos de vida. Um exemplo disso é o The Collective, de Londres, um empreendimento projetado para jovens e autônomos que procuram espaços práticos e inteligentes para trocar experiências, aprimorar habilidades e até descobrir novas oportunidades profissionais.

 

O Coliving impactará a indústria e o comércio varejistas

Empreendimentos projetados para a integração, a sustentabilidade e a colaboração entre pessoas que coabitam um mesmo espaço, naturalmente criam uma nova cultura de moradia, o que leva a indústria e o comércio a repensarem seus modelos de negócios, adotando estratégias de venda em massa focadas neste mercado, bem como colaborando com a indústria para insights acerca de novos produtos.

Atente-se para esse novo mercado e desfrute das possibilidades que surgem com ele!

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Fernanda Delgado

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